quinta-feira, 29 de maio de 2008


Definiste a cor da minha semana naquele tempinho fugaz em que pude mergulhar no mel dos teus olhos e o arco-íris ficou em mim!

Há quem passe por nós e nunca fique e há quem fique, eternamente, ainda que só passe...


Digo, em tom de cliché, que és e serás sempre como o sol, ainda que não se veja está lá e sempre permanecerá.


Atribuo-te o tom laranja cintilante, vivo e que tão facilmente se converte no intenso vermelho, mas nunca, mesmo nunca, oscilará para o pálido amarelo.

Tens cheiro a mar e trazes a frescura suave do vento...Sinto a lufada envolvente a cada vez que chegas perto de mim. E esteja onde estiver, é mágico!

Sabes-me tão bem...


Cá dentro, emerge a vontade de dançar, incessantemente... o teu som ecoa em mim!

segunda-feira, 26 de maio de 2008


Voltar a sítios que nos provocam sentimentos intensamente controversos impele-nos à mudança, no mínimo a interior... aquela em que emoções, valores, acções são revistos . Dá-se lugar à rebelião!


Avalio o que faço aqui, sinto-me enclausurada sem haver uma única porta trancada à minha frente... Saio?! Não saio?! Caminho nos meus "labirintos" internos coleccionando sensações, buscando a pureza e a nitidez de cada uma. Retiro dos últimos tempos a maior das lições que alguém me ensinou... Afirmação!

terça-feira, 20 de maio de 2008



De passagem, repenso aqui os meus últimos dias até então... A clareza voltou a mim, assim como uma lufada de ar fresco constante que me envolve em tons brilhantes. Férias trazem sempre um certo tempo necessário para dispensarmos ás pequenas grandes coisas que, em outras ocasiões, são tão menosprezadas, descuidadas.


(Re) Encontro agora pelos minutos dos meus dias, histórias interessantes de pessoas desconcertantes que fazem agora parte do meu mundo "embriagante"... Escuto, guardo e saboreio tornando-me cada vez mais eu, coleccionando tons de verde.

quinta-feira, 15 de maio de 2008


Hoje ao almoço fui surpreendida por um iogurte... Há pequenas coisas que não se explica, talvez sejam só mesmo para se sentir, sem um sentido a dar. Vagueamos pelas horas dos dias sem percebermos pequenas coisas, pequenos toques, pequenas emoções... O aroma puro a morango, trazia a frase que mais ecoa dentro de mim...


Saudades tuas...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Semana em revista

Horas alucinantes feitas de minutos desconcertantes agregados em períodos inebriantes, construíram os meus últimos dias. Se ao menos a alucinação fosse dos tons do arco íris...mas não, tem se ficado pelos tons pastel, que não me elevam o espírito.

Apercebi-me que cada vez mais as pessoas tendem a demitirem-se de "ser", simplesmente "ser" gente, responderem por si. Alheam-se da sua própria vida...caricato!

Que saudades daqueles que respondem pelo seu bem e pelo seu mal, que se afirmam na procura e na conquista da sua própria vivência.

Que os tempos mudem, mas que neles permaneça a vontade de fazer da vida nossa e não dos outros, ou pelos outros!

E venha a próxima.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Entrelinhas


Há noites mais negras do que o habitual, em que a lua não brilha e se está lá...não a vejo. Mas o amanhecer chega sempre, por muito que pareça longínquo e cinzento e tende até, a clarear...



Gosto de ti...Só mais uma vez.




segunda-feira, 5 de maio de 2008

"Estranhezas"




Hoje confesso-me sem grande inspiração para a escrita...Ainda que o dia tenha me parecido, em revista, tons de verde...As segundas feiras são sempre intensas, é quase sempre, o início de uma sequência que, de certa forma, traça um fio condutor à minha semana.


Não me recordo de nenhuma notícia relevante, nenhum evento...Será por ter passado o dia imersa num mundo de papéis desinteressantes e telefonemas alguns, bem desconcertantes?! Ingrato ás vezes este tempo dispensado à labuta, parece-me...


Dos minutos do hoje retiro o momento em que me ausentei do mundo real, enquanto atravessei o Tejo. Saboreei as conversas paralelas que tive ao longo do dia e concretizei que nas entrelinhas dos meus últimos dias (re)descubro pessoas que me dizem muito.


A amizade é a meu ver, até um pouco polémica, bons amigos permanecem e por vezes bem à distância, mas sente-se que estão cá sempre, novos amigos surgem do nada e tornam-se gigantes, velhos amigos e íntimos até, desvanecem-se como se nunca tivessem existido...(e digo amigos porque já o foram bastante um dia) é tão estranha a sensação que penso sempre que é inconclusa a sua discussão.


Ainda assim, conservo a esperança nas pessoas, surpresas trazem sempre...


domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe


Há aqueles dias assinalados no calendário com os quais até nem concordo, puramente comerciais e que servem muitas vezes para tapar o chamado "sol com a peneira" mas este, o Dia da Mãe, parece-me justíssimo (ainda que ache que poderá e deverá ser festejado em qualquer dia inespecífico de um qualquer mês do ano).


Sobre a minha, a minha mãe, é de longe uma Senhora a quem devo tudo. Haveria tanto de bom a dizer que escasseiam as palavras e o meu discurso não flui.

A assinalar este dia, ficou-me um tom bem cor-de-rosa.

sábado, 3 de maio de 2008

Sábados

Que dia o de hoje! Fresco, claro e com um cheiro matinal a verde.
Nunca me aguento em casa nestes dias em que o trabalho nos dá um certo descanso e o estudo, bom não falemos nele, como tal, entre voltas e reviravoltas, saí sem grande destino logo pela manhã. Paragem obrigatória no café habitual em que os bolos são mais que muitos e de aspecto apetitoso, sempre envoltos no perfume "Delta", levando-me ao momento mais doce da manhã.
Saí rumo à sensação que a liberdade por vezes nos traz, enche-nos de ar e o brilho volta aos meus olhos, tudo me parece cheio de sol... Fui contemplar aquele cenário único que só o mar produz.

A meio da tarde num passeio mais citadino e consumista, fui surpreendida pela apresentação de uma banda Portuguesa de nome Diolinda. Um nome curioso... Bom, não sei se do meu estado de espírito ou pela diferença do que são os sons mais ouvidos no momento, pareceram-me bastante interessantes e a quem dispensarei, com certeza, a minha atenção e o meu ouvido.

Têm um quê de fado, mas não envolto no seu drama característico, na sua melancolia habitual (a que lhe reconheço sempre, pelo menos) e as letras um toque de ironia, diria...

Gostei bastante, e o concerto de lançamento será no dia 07 de Maio 2008, ás 21.30h no Cinema S. Jorge em Lisboa, talvez passe por lá.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A ti...

É tal o silêncio esta noite que dou por mim aqui, no escuro...Se fechar os olhos quase que te toco, quase que te resgato de um passado não muito longínquo e trago de novo para mim aquele abraço que me envolvia e me fazia esquecer que haveria algo mais para além do "nós". Era o teu toque que me entregava ao mundo dos sonhos enquanto a tua respiração me embalava no escuro. Era o teu calor que levava para longe de mim este arrepio que me é tão constante agora... Sinto-te a falta. Sinto a falta de sonhar acordada e sentir que a noite pode ser colorida e estrelada.

Hoje o dia começou airoso, com tons de amarelo alaranjado e um cheiro a mar...Reafirmou a minha vontade de viver, de caminhar pelos minutos do dia até o encontro com a noite. E o que será da noite? Adoro noites brilhantes em que me sinto a pairar, diria mesmo que com as estrelas bem ao meu alcance... Não as sinto há tanto tempo...