Questiono-me hoje que língua falarei eu...Por onde saem as minhas palavras, que frases estranhas compõe elas...Sairão as minhas expressões desafinadas, desajustadas do teu real que me rodeia?! E tu por onde me ouves, de onde concluis o que te digo tão claramente?! Será que me ouves... é tão claro o que me sai para ti, tão intenso que não aguarda cá dentro o tempo, aquele tempo, de ser reajustado, programado ou meticulosamente armado. É puro e ponto.
Tudo em mim se expressa perante ti e para ti.
Se ao menos dispensasses um minuto da tua atenção, aquela em que usas os teus apurados sentidos, especialmente o crítico, sem a gigante barreira que te rodeia, talvez servisse para perceberes que te quero por querer, sem mais voltar a querer-te...
Aqui dentro de mim irás morar sempre, mas a tua porta fechou-se e do jardim não passarás.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
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